-Eles estão entre nós! alguém gritou. -Vão tomar a cidade, disse um dos guardas . Era necessário que alguém descobrisse o porquê daquilo. A melhor pista era buscar o velho que fora levado à universidade. Se ele não era a causa daquilo, deveria saber algo a respeito. Os combatentes reuniram-se mais uma vez para investigar o que estava acontecendo. Imagino que todos tinham algum interesse na situação. O meu era cair nas graças dos militares. Nill, Jack, Erick, um anão chamado Thandor e eu fomos à universidade interrogar o velho lazarento. Lá deparamos com o homem calvo. Seu nome era Rafael, e ele também estava interessado em descobrir o que estava acontecendo unindo-se a nós. Reparei que ele não era muito velho, apesar de aparentar na primeira impressão. Descobrimos que o velho havia morrido quando chegara a universidade. Nossa melhor pista escapava entre os dedos sem podermos fazer nada. O anão, mal humorado, reclamou dessa viagem incoerente para visitar um morto. Pedimos para ver o corpo e confirmar se o velho não virara um monstro também. Fomos encaminhados ao necrotério, por um dos professores. Abrimos a porta da câmara fria e deparamos com uma cena não esperada. O velho estava no centro da sala proferindo algumas palavras malditas e vários corpos estavam reanimados, alguns em pé e outros levantando. Por mil serpentes marinhas! Eram carniçais!
***
Erick empunhou seu escudo e bloqueou a passagem entre as salas. -Em guarda, homens! o religioso gritou. Nesse momento ouvimos o choque de golpes na armadura e no escudo do homem. Pelo teto vimos alguns carniçais adentrarem na sala, atravessando a parte superior da porta a qual Erick não alcançava. Eram dois. Um saltou em Rafael e outro partiu para cima do
bucaneiro. As criaturas eram ávidas por sangue e morte. Corri em socorro do conjurador Rafael, que lançou um rajada de dardos de energia e perfurou gravemente o corpo do morto-vivo. Um homem comum pereceria mediante a arte arcana, mas não aquele monstro. Desferi um golpe com o Ferrão entre a sexta e a sétima costela, perfurando-o. Nossos esforços pareciam ter reduzido sua velocidade, entretanto ele rasgou a carne nua de Rafael como uma faca corta um pão. As ferimentos logo tingiram o manto do homem que recuou alarmado e disparou outra rajada de mísseis. Dessa vez o ataque foi certeiro; o carniçal cambaleou e caiu para a direita, em cima de uma mesa com alguns instrumentos de corte, espalhando os artefatos médicos. Olhei para a sala e analisei o combate. Erick demonstrando ser um bastião de aço e vontade continha dois ou três monstros do outro lado da sala. Jack lançava rajadas de fogo em um terceiro monstro que penetrara na sala pelo teto. Seu poder de fogo era impressionante, e logo reduziu seu inimigo à cinzas. Nill, esquivava-se dos ataques consecutivos do monstro, e com uma rapidez impressionante atirava com seu rifle e o recarregava rapidamente. O anão que fora embora, agora voltava em socorro, atirando com um pistola enquanto aproximava. O bucaneiro usou o rifle para defender-se de um ataque que seria fatal. Com o impacto, rolou acrobaticamente para trás, parando com uma perna ajoelhada e a outra apoiando o rifle, que disparou certeiramente no meio da cabeça do monstro. Estávamos vencendo! Erick, que passara alguns minutos contendo a entrada gritou por socorro. O clérigo estava sendo sobrepujado pelo inimigo. O anão prontamente tomou seu lugar e passou a desferir golpes com sua lança. Jack aproximou do anão e conjurou um encantamento. O anão cresceu em altura e largura tapando toda passagem. Erick conjurou alguns encantamentos para auxiliá-lo em combate, já que era o único que atacava diretamente o outro lado da sala. Do nosso lado os homens amarravam panos para fechar os ferimentos. A maioria demonstrava alguma avaria, mas Erick superava todos. Enfrentar vários inimigos tinha seu preço. O anão berrava gritos de guerra em sua língua enquanto desferia golpes. Os conjurados lançaram suas magias de proteção em Thandor. Corri entre suas pernas arqueadas e me deparei com a sala repleta de teias. Mal enxergava meu alvo, e provavelmente ficaria preso se tocasse aquela seda branco-leite mas transpor obstáculos rapidamente era o motivo pelo qual meu Capitão me convocara para ingressar no Vertigo. Aquilo não era nada comparada ao treinamento exaustivo ao qual eu me submetia. Seria fácil: esquerda, direita, rolamento, salto.
Desviei do primeiro fecho de teia pela esquerda. Quando meu pé atingiu o solo novamente, impulsionei para a direita e o do movimento seguiu um rolavamento para desviar de fios mais altos. Terminei a terceira volta e sabia q era o momento de saltar. Pude ver a expressão vazia do velho enquanto me projetava no ar e preparava o golpe. Desferi a ferroada em um ponto vital. Ele deveria cair, mas isso não aconteceu. Que diabo era aquele velho ? Ouvi o anão gritar alguma coisa: - ... frente! Intuitivamente abaixei a cabeça e a lança flamejante atravessou as entranhas do velho. Observei aterrorizado que ele não se abalara. Fique cego tu! prajeguei uma maldição comum entre os piratas me preparando para o pior quando ouvi tiros de pólvora. Nill entrara deslizando entre as pernas do anão, disparando duas balas certeiras no velho, que não demonstrava dor, mas o ódio era evidente em sua expressão. Desferiu golpes terríveis no bucaneiro que gemeu em dor. Ataquei mais uma vez mas as teias atrapalharam a trajetória do meu sabre, resvalando inofensivo na pele do inimigo. Ouvimos uma voz gritar: -Posso lançar uma laberada de chamas na sala ? Em uníssono, eu e o bucaneiro gritamos "Sim!" enquanto o anão gritava "Não, vai me atingir!". Saltei por trás de uma mesa tombada quando vi o fogo concentrado se dirigir para o meio da sala. O conjurador optara por lançá-la, e a sala explodiu em chamas. Quando o fogo cessou, observei que Nill saltou para um canto que não foi atingido pelas chamas e o velho desgraçado gritava ardendo no fogo. Thandor desferiu o golpe de misericórdia, derrubando-o.
bucaneiro. As criaturas eram ávidas por sangue e morte. Corri em socorro do conjurador Rafael, que lançou um rajada de dardos de energia e perfurou gravemente o corpo do morto-vivo. Um homem comum pereceria mediante a arte arcana, mas não aquele monstro. Desferi um golpe com o Ferrão entre a sexta e a sétima costela, perfurando-o. Nossos esforços pareciam ter reduzido sua velocidade, entretanto ele rasgou a carne nua de Rafael como uma faca corta um pão. As ferimentos logo tingiram o manto do homem que recuou alarmado e disparou outra rajada de mísseis. Dessa vez o ataque foi certeiro; o carniçal cambaleou e caiu para a direita, em cima de uma mesa com alguns instrumentos de corte, espalhando os artefatos médicos. Olhei para a sala e analisei o combate. Erick demonstrando ser um bastião de aço e vontade continha dois ou três monstros do outro lado da sala. Jack lançava rajadas de fogo em um terceiro monstro que penetrara na sala pelo teto. Seu poder de fogo era impressionante, e logo reduziu seu inimigo à cinzas. Nill, esquivava-se dos ataques consecutivos do monstro, e com uma rapidez impressionante atirava com seu rifle e o recarregava rapidamente. O anão que fora embora, agora voltava em socorro, atirando com um pistola enquanto aproximava. O bucaneiro usou o rifle para defender-se de um ataque que seria fatal. Com o impacto, rolou acrobaticamente para trás, parando com uma perna ajoelhada e a outra apoiando o rifle, que disparou certeiramente no meio da cabeça do monstro. Estávamos vencendo! Erick, que passara alguns minutos contendo a entrada gritou por socorro. O clérigo estava sendo sobrepujado pelo inimigo. O anão prontamente tomou seu lugar e passou a desferir golpes com sua lança. Jack aproximou do anão e conjurou um encantamento. O anão cresceu em altura e largura tapando toda passagem. Erick conjurou alguns encantamentos para auxiliá-lo em combate, já que era o único que atacava diretamente o outro lado da sala. Do nosso lado os homens amarravam panos para fechar os ferimentos. A maioria demonstrava alguma avaria, mas Erick superava todos. Enfrentar vários inimigos tinha seu preço. O anão berrava gritos de guerra em sua língua enquanto desferia golpes. Os conjurados lançaram suas magias de proteção em Thandor. Corri entre suas pernas arqueadas e me deparei com a sala repleta de teias. Mal enxergava meu alvo, e provavelmente ficaria preso se tocasse aquela seda branco-leite mas transpor obstáculos rapidamente era o motivo pelo qual meu Capitão me convocara para ingressar no Vertigo. Aquilo não era nada comparada ao treinamento exaustivo ao qual eu me submetia. Seria fácil: esquerda, direita, rolamento, salto.
Desviei do primeiro fecho de teia pela esquerda. Quando meu pé atingiu o solo novamente, impulsionei para a direita e o do movimento seguiu um rolavamento para desviar de fios mais altos. Terminei a terceira volta e sabia q era o momento de saltar. Pude ver a expressão vazia do velho enquanto me projetava no ar e preparava o golpe. Desferi a ferroada em um ponto vital. Ele deveria cair, mas isso não aconteceu. Que diabo era aquele velho ? Ouvi o anão gritar alguma coisa: - ... frente! Intuitivamente abaixei a cabeça e a lança flamejante atravessou as entranhas do velho. Observei aterrorizado que ele não se abalara. Fique cego tu! prajeguei uma maldição comum entre os piratas me preparando para o pior quando ouvi tiros de pólvora. Nill entrara deslizando entre as pernas do anão, disparando duas balas certeiras no velho, que não demonstrava dor, mas o ódio era evidente em sua expressão. Desferiu golpes terríveis no bucaneiro que gemeu em dor. Ataquei mais uma vez mas as teias atrapalharam a trajetória do meu sabre, resvalando inofensivo na pele do inimigo. Ouvimos uma voz gritar: -Posso lançar uma laberada de chamas na sala ? Em uníssono, eu e o bucaneiro gritamos "Sim!" enquanto o anão gritava "Não, vai me atingir!". Saltei por trás de uma mesa tombada quando vi o fogo concentrado se dirigir para o meio da sala. O conjurador optara por lançá-la, e a sala explodiu em chamas. Quando o fogo cessou, observei que Nill saltou para um canto que não foi atingido pelas chamas e o velho desgraçado gritava ardendo no fogo. Thandor desferiu o golpe de misericórdia, derrubando-o.
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Muita discussão sobre o ocorrido acompanhou nosso trajeto de volta à taverna próxima ao BFG. Estávamos em uma situação sem saída. Não tínhamos ao que recorrer ou procurar. Estávamos mais perdidos que kobold em covil de dragão. Guimarães nos esperava do lado de fora do canhão colossal. A chuva não havia parado até aquele momento. Amaldiçoei aquela ilha desgraçada. Ele nos convidou a entrar no BFG. Pela sua expressão, coisa boa não era. Olhei os homens que haviam participado do combate e eles estavam feridos e abalados. Deveríamos descansar mas aquele ilha não daria trégua. Erick reportou o que aconteceu na universidade e Guimarães anunciou que outra coisa deveria ser feita. Os instrumentos no barco de Calina deveriam ser trazidos à universidade. Era imprescindível saber por onde a tormenta que se aproximava iria passar.
***
Comentaram que Erthay estava envolvido naquela decisão. Rafael me informou que ele era o reitor da universidade. Guimarães deu licença para adquirirmos o que fosse necessário para trazer as informações de volta. O grupo dispersou temporariamente para obter mantimentos.
Erick que desconfiava que Cortaguela não era um simples carniçal, saiu em buscar de meios de combatê-lo. Nill e Jack foram atrás de suprimentos. Aguardei na taverna bebericando um rum não muito bom, porém forte. O taverneiro enxugava uma caneca e um cantor entoava uma canção triste. Eu estava dividido entre continuar ou não.
Erick que desconfiava que Cortaguela não era um simples carniçal, saiu em buscar de meios de combatê-lo. Nill e Jack foram atrás de suprimentos. Aguardei na taverna bebericando um rum não muito bom, porém forte. O taverneiro enxugava uma caneca e um cantor entoava uma canção triste. Eu estava dividido entre continuar ou não.
